terça-feira, 29 de setembro de 2009

Alunos da UFBa em Barreiras fazem greve em protesto contra falta de professores

A greve dos estudantes de Geologia que estudam no Campus Edgar Santos da UFBA em Barreiras, completou oito dias nesta quinta-feira, 24. As atividades estão completamente paralisadas no campus da Prainha e no centro da cidade por causa da adesão dos alunos de outros cursos, que impedem o acesso de professores e funcionários.A principal reivindicação é sobre a contratação de professores, já que dos 11 que deveriam compor o quadro atual da turma, apenas cinco estão atuando. A expectativa dos alunos é que nesta quinta-feira à tarde o movimento chegue ao fim, pois na quarta eles tiveram reunião com o vice-reitor Francisco Mesquita, que reconheceu o problema e alegou falta de disponibilidade de profissionais da área no brasileiro.Mesquita sugeriu contratação de professores de outras universidades para cursos de férias, bem como o paliativo de professores visitantes e assegurou aos estudantes que eles não serão prejudicados e devem terminar o curso no período previsto.
Segundo o acadêmico Matheus Sguilaro, 25 anos, desde o início do curso, em 2006, já havia falta de professores e algumas matérias foram concluídas sem os devidos laboratórios. Também aluno, Fernando Cotias destacou que há alguns anos o governo federal está investindo pouco na formação de geólogos, o que causou a carência atual destes profissionais no mercado.“Além de professores e laboratórios, precisamos também de um acervo bibliográfico para melhorar nosso aprendizado”, disse o estudante Carlos José, enfatizando que como pioneiros, eles querem resolver o problema também nas futuras turmas.

Fonte: site do jornal A Tarde

Comemoração dos 30 anos da Anistia!







II REUNIÃO DO FAE


Aconteceu no último dia 24 de setembro a segunda reunião do fórum de assistencia estudantil com a participação de diversas entidadades do ME da UFBA. Na reunião foi deliberada a próxima reunião que será dia 01 de outubro no RU de ondina e, que será realizado um ato público " sopão popular " no dia 05 de outubro tbm no RU!

domingo, 20 de setembro de 2009

Cardápio do RU - 28/09 A 04/10

Semana

Almoço

Jantar

Segunda

Carne do sol acebolada
Salada de beterraba com vagem
Feijão
Abacaxi

Café com leite
Pão com manteiga

Arroz carreteiro

Terç

Carré acebolado
Salada de pepino
Farofa
Arroz
Feijão

Abacaxi

Café c/ leite
Pão c/ manteiga
Sopa de legumes

Inhame com manteiga

Quarta

Quiabada
Batata corada
Arroz
Feijão

melão

Café c/ leite
Pão c/ manteiga
Hamburger ao molho
Arroz

Quinta

Frango assado
Maionese de legumes
Arroz
Feijão
Melancia

Café c/ leite
Pão c/ manteiga

Macarrão ao molho de salsicha

Sexta

Muqueca de peixe
Vatapá
Salada de pepino
Arroz
Feijão

Banana frit

Café c/ leite
Pão c/ manteiga

Risoto

Sábad

Picadinho
Salada de alface c/ cenoura
Arroz
Feijão

Melão

Café c/ leite
Pão c/ manteiga
Batata doce
Sopa de legumes

Domingo

Peito grelhado
Salada de pepino
Arroz
Feijão

Banana prata


Café c/ leite
Pão c/ manteiga
Mugunzá

Inhame

sábado, 19 de setembro de 2009

A UNE nasceu nas Casas de Estudantes. VEJA!

Conheça a história da UNE

Mais do que o órgão de representação dos estudantes universitários, a União Nacional dos Estudantes (UNE) é uma das principais organizações da sociedade civil brasileira, com uma bela história de lutas e conquistas ao lado do povo brasileiro. A UNE foi fundada em 1937 e ao longo de seus 70 anos, marcou presença nos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais do Brasil. Desde a luta pelo fim da ditadura do Estado Novo, atravessando a luta do desenvolvimento nacional, a exemplo da campanha do Petróleo, os anos de chumbo do regime militar, as Diretas Já e o impeachment do presidente Collor. Da mesma forma, foi um dos principais focos de resistência às privatizações e ao neoliberalismo que marcou a Era FHC.

UNE E BRASIL

No dia 11 de agosto de 1937, na Casa do Estudante do Brasil no Rio de Janeiro, o então Conselho Nacional de Estudantes conseguiu consolidar o que já havia sido tentado diversas vezes sem sucesso: a unificação dos estudantes na criação de uma entidade máxima e legítima. Desde então, a UNE começou a se organizar em congressos anuais e a buscar articulação com outras forças progressistas da sociedade.

A UNE já nasceu como uma das principais frentes de combate ao avanço das idéias nazi-fascistas no país durante a Segunda Guerra Mundial. Os estudantes organizados também promoveram, em 1947, um dos mais importantes movimentos de opinião pública da história brasileira: a campanha “O Petróleo é nosso”, série de manifestações de cunho nacionalista em defesa do patrimônio territorial e econômico do país, que resultou na criação da Petrobrás.

Durante os anos 50, houve muita disputa pelo poder na entidade, um embate diretamente ligado aos principais episódios políticos do país como a crise política do governo Vargas que levaria ao suicídio deste presidente em 1954. Após o governo de Juscelino Kubitschek, foram eleitos Jânio Quadros e João Goulart. Nesse período a União Nacional dos Estudantes e outras grandes instituições brasileiras formaram a Frente de Mobilização Popular. A UNE defendia mudanças sociais profundas, dentre elas, a reforma universitária no contexto das reformas de base propostas no governo Jango.

A partir do golpe de 1964, tem início o regime militar e a história da UNE se confunde ainda de forma mais dramática com a do Brasil. A ditadura perseguiu, prendeu, torturou e executou centenas de brasileiros, muitos deles estudantes. A sede da UNE na praia do Flamengo foi invadida, saqueada e queimada no dia 1º de Abril. O regime militar retirou a representatividade da UNE por meio da Lei Suplicy de Lacerda e a entidade passou a atuar na ilegalidade. As universidades eram vigiadas, intelectuais e artistas reprimidos, o Brasil escurecia.

Apesar da repressão, a UNE continuou a existir nas sombras da ditadura, em firme oposição ao regime, como célebre passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro em 1968. A entidade foi profundamente abalada depois da instituição do AI-5 e das prisões do congresso de Ibiúna. Mesmo assim, o movimento estudantil continuou nas ruas, como nos atos e missa de 7º dia do estudante da USP, Alexandre Vannucchi Leme, e organizando protestos por todo o Brasil reivindicando mais recursos para a universidade, defesa do ensino público e gratuito, pedindo a libertação de estudantes presos do Brasil. Em 1979, a partir da precária reorganização da UEE-SP, iniciou-se a reconstrução da UNE no célebre Congresso de Salvador. Em 1984, a UNE participou ativamente da Campanha das "Diretas Já" e apoiou a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República.

Com a força recuperada, o movimento estudantil, representado pela UNE e pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), foi o primeiro a levantar a bandeira pela ética na política em 1992, durante as manifestações pró-impeachment de Fernando Collor. Milhares de estudantes “caras-pintadas” influenciaram a opinião pública com a campanha “Fora Collor” e pressionaram o ex-presidente à renúncia.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a União Nacional dos Estudantes se manteve firme e denunciou o ataque neoliberal ao país, repudiando as privatizações, os privilégios ao capital estrangeiro e o descaso com as políticas sociais e com a educação. Os estudantes tiveram papel marcante nos anos FHC sempre defendendo o ensino público de qualidade e democrático.

A eleição de Lula em 2002 teve o apoio da União Nacional dos Estudantes, após um plebiscito promovido das universidades. Com uma postura independente, mas alinhada às iniciativas de mudança em relação ao neoliberalismo. Desde o início do governo, a entidade se mobilizou pela substituição do Provão por um novo modelo de avaliação das universidades e levantou os debates sobre a reforma universitária, participando ativamente no debate do projeto sobre os rumos da universidade brasileira, e ainda, de punhos erguidos para alterar a cara de nossas universidades: investindo da educação pública e regulando o setor privado.

Fonte:http://www.une.org.br/

Marlus Pereira

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fórum de Assistência Estudantil

Foi realizado no dia 17/09/2009 no restautante universitário , situado no corredor da vitória, o FÓRUM DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL, com a pauta única: RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO DE ONDINA.


Este fórum, que foi convocado pela representação geral das residências universitárias da UFBAteve participação de diversas entidades do movimento estudantil, como: UNE, DCE UFBA ,UEB, ACEB, DACN, DAFG, DAENF, DACISO, CASS, DAMUSEO, DEA, entre outras.


O debate foi bastante amplo, propostas foram formuladas e o fórum apresentou um grande êxito com o objetivo de mobilizar para a abertura do RU. Foi decidido também que no próximo dia 24/09 as 19h no RU da vitória acontecerá uma nova reunião do fórum para articulação da mobilização.

Assembleia Conjunta das Residências.

No último dia 15 de setembro de 2009, foi realizado no Restaurante Universitário da UFBA a assembleia conjunta das Residências Universitárias da UFBA com as seguintes pautas: Reforma do Ateliê, criação da associação das RUs, residencia universitária III, fiscalização do vestibular 2009, reforma do regimento geral das casas e o que ocorrer.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CINE RESI - DITADURA MILITAR

LUAU DA ACEB

O Luau da ACEB acontecerá no dia 19/09 (sábado) as 21.30h no porto da Barra . Quem foi para o último luau sabe o quanto foi bom!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

Videos das RUs da UFBA

video

RUs no século XXI

O descaso e assistência estudantil deficientes são marcas que estão expressas nas residências universitárias no decorrer do inicio do século XXI. Essa época também é marcada por grandes mudanças nas Universidades, como a criação das ações afirmativas, que democratizou o acesso a universidade pública, mas ao mesmo tempo os estudantes em vulnerabilidade econômica que ingressam na UFBA não têm uma assistência estudantil que lhe ofereca nem uma moradia. Os processos seletivos da SET são marcados por uma grande disputa entre os estudantes interioranos em busca de um refúgio para prossegirem os seus estudos, mas o número de vagas destinadas as RUs são mínimas.

Em 2006, depois de ocupações, debates sobre assistência estudantil e atos públicos é criada a Residência Universitaria 5 e a Pró- Reitoria de Assistência Estudantil (PROAE), sendo estas, duas grandes conquistas para o movimento de casas estudantis da Bahia. Mas apesar dessa instituição, que deveria suprir as demandas no campo da assistência ao estudante, a realidade de problemas e dificuldades nas residências universitárias não mudaram.

Assim, diante dos dias atuais as residências universitárias da UFBA permanecem em um resistência e luta por um universidade que ofereça condições de acesso e permanência.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

RUs na década de 90

Anos 90 - reorganização do ME; reforma das casas amplia vagasGestão de residentes e SETMudanças da SET ( CPA, supervisores, regras)Criação do estatuto e casas mistas ENCEReativação do CSVUOcupação do Ru Ondina-1998Em 1956 a universidade tinha 2.142 alunos. Em 59 ultrapassa os 3.000.Neste contexto se instalam os primeiros residentes da Universidade da Bahia, criada em dois de Julho de 1947.

RUs na década de 80

1985 - Recomeça depois de sufocada 21 anos, pelo Regime Militar, a luta pela Reforma Universitária.Em 30 de julho no auditório Elis Regina, no centro de convenções do Anhembi encerra-se o IV Seminário Nacional de Reforma Universitária e a 6ª reunião do conselho nacional de entidades de base da UNE.Mais de mil estudantes reunidos representando 538 diretórios Afirmam a necessidade de uma reforma visto a insuficiência de recursos ,a evasão escolar, o autoritarismo e o alheamento em relação aos problemas do país.O seminário apontou medidas para resolver a crise e também compreende a vinculação entre a reforma universitária e as transformações da sociedade brasileira. Vê o ensino Superior como uma arma do povo brasileiro para o avanço e a consolidação da democracia, para a conquista da independência nacional e a melhora das condições materiais e intelectuais de vida.


O DOCUMENTO: Carta de São Paulo- Garantir nas ruas o fim do regime Militar- Termino do colégio Eleitoral,- Estabelecimento das eleições diretas para presidente,-Legalização dos partidos políticos perseguidos pelo autoritarismo,-Analfabeto ter direito a voto,- Eleições para prefeito,- Fim das intervenções nos sindicatos,- Lançamento de proposta do governo para a reforma agrária,- reformulação da política econômica desatrelando-se de acordos com organismo internacionais e de pagamento de juros da dívida externa,- adotar créditos para propiciar o surgimento de uma industria nacional e de fortalecimento do mercado interno,- desenvolvimento sustentado nas próprias forças, recomposição do poder aquisitivo dos salários, fortalecimento de estados e municípios,- convocação da Assembléia nacional constituinte,-reforma da EducaÇão brasileira Particularmente a reforma universitária.
QUANTO AOS OBJETIVOS DA UNIVERSIDADE
Ser centro de transmissão dos conhecimentos mais avançados preservando-se a qualidadeDedicar-se a amplias as fronteiras do conhecimento humano deixando de ser reprodutora de conhecimentos adquiridos.Estar sintonizada com os anseios do povo e pela conquista de uma verdadeira independência nacionalDesenvolver Ciência e tecnologia do país, criando condições para uma industria nacional, capaz de fabricar bens e componentes mais avançados.Desenvolver pesquisa e formar profissionais para os setores com maiores potenciais no país sem submissão a programas como o acordo nuclear, a industria automobilística, a eletrônica, a química, a farmacêutica e a construção civilServir de apoio à política agrária que leve a substituição da maior parte das culturas de exportação por lavouras de produtos de consumo internoFormar agrônomos capazes de lidar com as especificidades da agricultura brasileira, elevar a produção e combater problemasDinamizar nossa rede de serviço contribuindo par fomentar e democratizar o acesso aos meios de comunicação de massaDesenvolver os transportes dde ........Adotada as medidas de combate às causas estruturais do atraso social e da miséria , a universidade deveria contribuir no campo científico para a superação destes problemas- Estudar e discutir fórmulas para combater: a desnutrição; erradicar doenças, erradicar o analfabetismo, combater o afastamento e o abando dos estudos, solucionar o déficit habitacional e a favelização, encontrar fórmulas de preservação do meio ambiente e de manter o equilíbrio ecológico._ Garantir condições estruturais para superar as desigualdades regionais ; discutir formas de fixação do homem na região; da garantia do abastecimento de água; orientação ao plantio e a industria regional
QUANTO A CULTURA-discutir o pouco acesso do povo ao livro e aos espetáculos; o descaso com o cinema nacional; A importação do pior produzidoaponta a universidade como guardiã e divulgadora da produção nacional. Universidade aberta ao debate de idéias, tão sufocado pelo regime militarPARA TANTO SERIA NECESSÁRIO:- Reformular os currículos com a participação de alunos e professores eprofissionais. Elencando disciplinas correspondente às necessidades do país.- Inclusão de metodologia em todos os cursos- Valorizar o ensino, reformulando os critérios de ascensão na carreira,colocando como critérios à capacidade de transmitir conhecimento.- Criar centro de aperfeiçoamento- Estimular debates que serão pontes na assembléia nacional constituinte queiria acontecerem 1986- Estimulo aos investimentos em ciência e tecnologia-2% do PIB destinado a pesquisa em ciência e tecnologia-Verbas para pesquisa distribuídas de acordo com as necessidades regionais- Criação de centro de pesquisa co representantes da universidade e dapopulação discutindo e decidindo investimentos- Desenvolvimento de programas de pesquisa interdisciplinares- Reformular programas de extensão a fim de aproximar-se da população ereformular currículos, livrando-se do ranço paternalista e assistencialista- Atividade de extensão incluída no currículo.

RUs na década de 70

1974-80. O governo Figueiredo foi marcado por greves, manifestações, criação de sindicatos e livres e por categoria, eleições em congresso para a UNE depois de vinte anos impossibilitada pela ditadura. As bandeiras do M.E neste período consistia em lutar por melhores condições de vida para a população massacrada por péssimas condições de vida e de trabalho;contra a degradação do ensinoO governo prometia abertura política e as manifestações eram reprimidas com violência, tortura, assassinato e prisão.Impunha uma reforma partidária sem liberdade de constituição de partidos políticos.A maior bandeira do período foi à luta pela ANISTIA ampla, geral e irrestrita e não a praticada que só perdoava os torturadores.Outras reinvidicações foram à luta contra o ensino pago; pela independência do M.E.frente aos colegiados e o MEC.; O currículo mínimo e a regulamentação profissional. Durante esse período a UNE sente necessidade de se organizar setorialmente conforme área de ensino, também monta uma imprensa dinâmica e regular.

A REFORMA UNIVERSITÁRIA implantada em 68, objetivando integrar a universidade ao capital estrangeiro desfechou golpes sentidos até hoje.A pesquisa e a extensão foram relegadas ou desenvolvidas ao gosto das empresas financiadoras que buscavam mão de obra, (bem parecidos com os projetos que FHC,tem tentado implementar nas universidades) ,transformação dos institutos de pesquisa e das próprias universidades em fundações e autarquias.cursos de 2grau que não permitiam a complementação superior ;incentivos financeiros a escolas particulares; estorção aos estudantes através do crédito educativo pois as anuidades eram cada vez maioresA DITADURA destruiu as entidades livres e incorporou nos estatutos e regulamentos internos das Universidades o decreto -lei 477 que previa a prisão de estudantes e professores que exercessem atividades reivindicatórias ou política.

Rus na década de 60

1964 -1974 - Os militares começam com pequenas intervenções, depois passam a introduzir modificações nos estatutos e regimentos da Universidade, DA'S DCE, até que se instalam, pois sua teia já estava trançada e espalhada por todos os setores da sociedade. Estas modificações introduzidas em todos os setores da sociedade e não só na universidade, aliada as informações falsas plantadas e a permissão de um povo mergulhado em preconceitos e valores morais deram as condições para que a ditadura se instalasse. Depois do golpe e com o AI5, a situação recrudesceu, a repressão tornava-se cada vem maior. Depois disso o que se seguiu foi Zunzum -Zum, burburinho e gritos, sufocados por s i l ê n c i o a t e r r a d o r... O silêncio foi o que mais se ouviu naquele período.
O silêncio do povo que foi às ruas comemorar a vitória do Brasil na copa, enquanto outros tantos brasileiros tinham suas casas invadidas, o silencio dos que tinham seus filhos e parentes tirados dor lar sem ao menos saber o porque, o silêncio daqueles que nada diziam, por medo de terem fim igual ao daqueles que foram levados. O silencio do povo inconsciente ou desconhecedor dos fatos que parecia ou fingia não ouvir e ver o que acontecia naqueles tempos. O silêncio daqueles que preferiam ver a propriedade privada, a moral e os bons costumes preservados, ao invés da vida daquele bando de baderneiros, vândalos, destruidores de lar e da propriedade privada. Daqueles comedores de criancinhas.Mortes, torturas, assassinatos, exílio. E o país se cala anestesiado, numsilêncio de MORTE.O silencio foi o que mais ecoou nas ruas das cidades, ainda que nem tãosilencioso assim. Um silêncio cúmplice de quem pedia aos berros a morte doscomunistas. MORTE AOS COMUNISTAS, morte aos comunistas, morte aoscomunistas, morte aos comunistas... . Ainda escuto o eco das vozes mudas desseperíodo .Estas vozeschegam a mim pela boca de cada jovem hoje que diz não gostar de política. Não sabem eles que a política é o que decide nossas vidas e o futuro do país?!?!?! Não sabem eles que enquanto eles não gostam, os que gostam decidem por eles??!!O que fizeram do nosso país e do nosso povo. O que fizeram com o nosso país e com o nosso povo. O que foi feito daqueles que ousaram protestar? "O que foi feito de Vera"?? O que foi feito deveras? Tudo isso talvez só saibamos quando a ditadura de fato se acabar e quando os arquivos do DOPS forem abertos. Só assim talvez acordemos do estado de letargia. Quando toda a história for contada. QUE SE ABRAM OS PORÕES DA DITADURA E QUE SE FAÇA A HISTÓRIA. A verdadeira história e não essa para boi dormir. Que se abram os arquivos, que se tire às mordaças, que se rompa o silêncio ao invés de se discutir em escritos e mais o fim ou da Ditadura Militar. Que se rompa o círculo da discursão e das teorias sobre o fim da ditadura e da era plena de liberdade em que vivemos,. Da liberdade de ser manipulado por uma imprensa de contos de fada. Não desmerecendo os contos de fadas é claro por que se eles contam mentirinhas e meias verdades estas cumprem um papel muito importante para o imaginário, a fantasia e a criatividade das crianças, papel este que a imprensa da mentira não joga para os adultos. Portanto só se justifica pelo fato de buscar um alheamento, corrupção desinformação, desvirtuamento e descomprometimento com relação às questões fundamentais do país e do mundo. Deixemos as brincadeirinhas de ditadura acabou; ditadura não acabou; ditadura acabou; ditadura não acabou ... e contemos a Verdadeira História , a história toda que nosso povo e em especial os jovens desconhecem ou se conhece é pela metade, contemos os fatos, apontemos os responsáveis. Perguntemos porque eles continuam no poder dirigindo o nosso país. ABRAM OS PORÕES DA DITADURA MILITAR, DÊM ACESSO AOS ARQUIVOS, ROMPAM COM O SILÊNCIO, PUNAMOS OS CULPADOS E DEPOIS SÓ DEPOIS FALEM EM FIM DA DITADURA que hoje pode não ser mais militar mais é democraticamente bem aceita. Nos livros didáticos tal assunto não era tocado até bem pouco tempo, pois atos tão chocantes são demais para mentes juvenis facilmente tomadas por arroubos de juventude.

RUs na decáda de 50

1950 - VIU NASCER AS GREVES estudantis, as rebeliões contra o ensino tradicional.Os artistas questionavam-se sobre sua função em busca de da renovação da arte e da sociedade. Neste momento dá-se também a ampliação do quadro docente. Contrata-se professores do Rio de janeiro e da Europa especialmente Alemanha, que são ao mesmo tempo pintores, músicos e poeta. Com isso introduzem-se novas técnicas de ensino das artes, e de criação livre; exercício compositivo com materiais e técnicas modernas, procurando desenvolver a habilidade manual, a memória, a capacidade de organização do espaço e a imaginação criadora. Nesta época o M.E (Movimento Estudantil).começa a ensaiar a maturidade.

O Inicio da Assistência Estudantil

A Assistência ao Estudante universitário e SET

O departamento de assistência ao estudante cobrava por serviços de alimentação e alojamento. O DAE fornecia bolsas de estudo (em dinheiro) aos que não podiam pagar pela matrícula na UFBA, assim como alimentação no Restaurante Universitário e moradia nas residências. Ajudava a comprar livros, óculos, remédios ou manutenção em pensões ( chamadas bolsas de pensão). As competições esportivas também recebiam a sua parte de apoio financeiro para transporte dos atletas, compra de material esportivo, etc. As faculdades tinham suas associações atléticas e , juntas formavam a Federação Universitária Baiana de Esportes. Eram oferecidos cursos de xadrez em quase todas as faculdades, mas era regular na R1. Havia torneios inter-universitários. Assim como na Escola de enfermagem, havia uma sala destinada aos jogos de ping-pong, xadrez, dominó, etc na R1.

Nos terreno atrás da R1, banhado pelo mar, foi construído o balneário do universitário.
Na parte de cima , vestiários e banheiros. Embaixo, trampolins, barcos e um flutuador.Os diretórios acadêmicos e Diretório Central dos Estudantes se encarregavam das 'festas universitárias' a cada Sábado, recebendo verbas especiais.. No último sábado de cada mês o DAE oferecia um baile no restaurante Universitário. No natal era servida uma ceia na Residência do Universitário promovida pela Reitoria.Nessas festas mensais se comemoravam os aniversários e uma vez por ano o "Reveillón do Universitário". O buffet era gratuito, não havia bebida alcoólica e os convidados eram selecionadíssimos. As senhas eram distribuídas pelo DAE.
"As festas da Residência do Universitário gozam do conceito de ordem e decência, havendo extraordinário interesse pelos convites" (UFBA-DAE; 1957)
O Serviço Médico funcionava também na reitoria, e inspecionava a saúde de todos os candidatos aos vestibulares da Universidade (cada unidade fazia seu vestibular). Tanto os comensais quanto os residentes eram obrigatoriamente examinados. Todos os medicamentos receitados pelo Serviço médico era gratuito e a vacinação contra tifo e varíola acontecia na Residência. O serviço odontológico funcionava na residência do universitário, O gabinete odontológico tinha quatro cirurgiões-dentistas. Como não era permitido a entrada de moças na casa, a espera pelo atendimento era na varanda .
Em 1965 acontece uma reforma parcial no sistema de assistência estudantil. O DAE é substituído pelo DSVU- departamento social de vida universitária, no qual " o estudante é financiado pela universidade durante seus estudos, com um compromisso de resgatar, em longo prazo , aquela verba de que lhe despôs para manter-se a fim de alcançar a graduação"( p.97). Era a gestão de Miguel Calmon.1971 foi o ano do vestibular unificado, o primeiro da história da UFBA. Até então as provas eram na própria faculdade. Os exames médicos eram feitos antes do vestibular Faziam até o psico-teste. Estacionava um caminhão na reitoria aonde os vestibulandos eram examinados. Depois, nas faculdades, eram realizadas as provas - abertas e tinham três questões voltadas para a área escolhida. Podia-se fazer dois cursos ao mesmo tempo na mesma instituição.A Superintendência Estudantil- Set foi criada na época do reitorado do Professor, Lafayette ponde ,entre 71 e 75 , com a seguinte estrutura:
SET- Secretaria do expediente
gerencia de restaurantes e residênciasCoordenação de bolsas estágios e empregos Serviço de cadastro sócio-econômicoServiço de recreação e esportes
Secretaria administrativa do restaurante e restaurante central
Seção administrativa do restaurante e do restaurante setorial 1977 é o ano de criação da bolsa trabalho, pioneiro no Brasil, que contemplou de início 940 estudantes ( p.93. relatório 1977). Esse projeto existiu até 1999, na gestão do professor Heonir Rocha. Nessa altura, em 1978, havia 378 alunos residentes na UFBA e mais 158 com ajuda financeira ( p.30- 1977) e enquanto haviam dezesseis mil alunos na universidade.O programa bolsa-alimentação criado no ano da inauguração da restaurante de Ondina, 1981, e aos considerandos semi-carentes foi dado tíquete alimentação de valor menor no RU ( pel. Geral 1979-1983. p.275-276)A creche da UFBa foi inaugurada em setembro de 83, no prédio da EMUS,Canela, aonde funcionava a Set. Atendia a 26 crianças ( p.95 - rel. 1983-1984). Após convênio com LBA foi possível ampliar atendimento para 100 crianças de até 04 anos. Haviam 222 residentes.

Nelma Barbosa

O Restaurante Universitário

Nos primeiros anos da década de 50, antes da construção do Ru, os residentes da R1 se deslocavam até o hospital das clínicas, onde faziam suas refeições. Assim, o restaurante Universitário passa a atender 550 comensais para almoço e jantar, anexo a residência do universitário.
O Restaurante Universitário era o centro de conivência da universidade. Por lá passavam não só estudantes ( maior patrimônio da Universidade da época), mas autoridades políticas e acadêmicas do país (até Juscelino Kubstischek). Recebiam embaixada estudantis (excursões de formandos) de todo o país universitários.
Construído em terrenos da residência do universitário o restaurante atendia a 500 universitários , de ambos os sexos O preço da refeição era de cr$3,50, sendo fornecida alimentação nutritiva e sadia ,em cota nunca inferior a 1.600 calorias.A alimentação é variada dentro das possibilidades regionais .acompanha cada refeição um copo de leite (ou milo, toddy, Nescau, ovomaltine , mate com limão, caldo de frutas, etc.).
O restaurante do universitário era visitado por todas as embaixadas estudantis que vem á Bahia e por inúmeras personalidades ilustres do país e do estrangeiro, nele , já havendo feito nele refeições ,ministros de estados , o governador, autoridades e Professores, sendo-lhe servido sempre o cardápio do dia . Todos têm constatado e afirmavam ser muito boas suas instalações e excelente o seu funcionamento.Eram servidas, anualmente, em média , 350.000 refeições.Tal como na residência , o Universitário para gozar dos benefícios do restaurante precisa ter bom aproveitamento escola.

Residência Universitária 5

A Residência Universitária 5, localizada no Bairro da Graça em Salvador/BA, abriga 62 estudantes tanto do sexo masculino quanto do feminino. Está casa foi fruto de grande embate politico-social entre os estudantes-residentes e as pessoas que tentavam a bolsa residência no ano de 2006, com a administração central da UFBA. Essa luta resultou em uma ocupação que durou mais de 6 meses no prédio da Farmacia Escola, até fossem tomadas providências necessárias para comtemplar todos os estudantes que pleiteavam a bolsa-residência. Durante estes 6 meses de ocupação, a Universidade viveu uma grande mobilização em torno do tema " Assistência Estudantil" e foram realizados muitos debates, atos públicos e reuniões do Conselho Universitário.E foi através deste Conselhofoi deliberada a criação de 101 vagas nas RUs (Criação de uma nova Residência) e posteriormente a criação da PROAE ( PRÓ- REITORIA DE ASSISTENCIA ESTUDANTIL). Os frutos da criação da R5 marcam até hoje o movimento de casas de estudantes da Bahia.
A nova residência que abrigará todos os estudantes da R5 e outros estudantes que serão comtemplados pelo processo seletivo irá ser entregue pela adminstração central da UFBA em março de 2010, conforme previsão das obras.

Marlus Pereira

Residência Universitária 3

A primeira residência estudantil feminina da UFBA foi na escola de Enfermagem, campus do Canela. A partir de 1947 o sétimo andar desta unidade foi ocupado por alunas internas dos cursos de Enfermagem e Pós Graduação em Obstetrícia.Em 1950 efetua-se a compra do Palacete dos Machado , como era conhecido o casarão da Avenida Araújo Pinho, 12. A luxuosa casa, segundo documentos de escritura , em 1918 pertencera a Raimundo Pereira Magalhães primeiro dono.Em 1923 Otávio Ariani Machado compra o imóvel , revendendo-o para a Universidade da Bahia em 30 de maio de 1950. A venda não incluía "os móveis e lustres existentes no corpo da casa bem como altar , alfaias e objetos outros de composição da capela nela existentes ( certidão)
Após a reforma , finalmente em agosto de 1956 inaugurou-se Casa da Universitária que passou abrigar 46 estudantes. No térreo funcionava a Escola de Dança .

".Dotada de modernas instalações, a " Casa da Universitária" ,- situada no central e aprazível bairro do Canela,- proporciona à universitária bahiana uma moradia higiênica, confortável e do mais elevado padrão moral."( DAE, 1957)A casa de arquitetura em estilo europeu fachwerch, , revela o bom gosto e a riqueza de quem a construiu. Catorze quartos , varandas, halls, salões , dispensa e capela . Os vidros , frisos , bandeira das portas e gradis revelam o estilo artístico da moda européia da época, o Art Noveau. São figuras orgânicas, geométricas, lineares. Nas escadarias de mármores limitadas pôr duas colunas em estilo compósito ficavam as peças de porcelana hoje expostas no Museu de Arte da Bahia. O principal salão da casa já recebeu em noite de gala a cantora lírica mais famosa de todos os tempos, Bidu Sayão.A universidade reforçava assim o seu caráter elitista , idéia predominante na época.

Residência Universitária 2

Esta casa foi comprada na gestão de Edgard Santos para ser usada para um programa de intercâmbio com os Estados Unidos, com a finalidade de hospedar estudantes Americanos. Em 1962 como havia muita demanda por moradia, estudantes brasileiros, invadem esta residência. Esta ocupação vai deflagrar uma greve que dura mais de cem dias.

Como conseqüência deste ato, tivemos a transformação desta residência em moradia para estudantes brasileiros. Este é também o primeiro ato que marca o estabelecimento de relações, interesses diferenciados entre reitoria,governo e os estudantes. È um marco do primeiro passo em relação a um movimento estudantil independente.

Residência Universitária 1

Localizada num dos principais pontos da cidade apresentando alto padrão de asseio e comodidade a residência do universitário abrigava 76 universitários do interior da Bahia e de outros estados da federação,escolhidos entre os que têm menores recursosPagando uma taxa de cr$ 180,00 mensais, com direito ao quArto mobiliado e a refeição da manhã que na dieta incluía frutas ,leite , café ,pão , manteiga.




Também era fornecida toalhas e roupas de camas trocadas semanalmente .Durante os meses de provas era servida gratuitamente uma ceia a partir das 23 horas o que permitia o estudo durante as madrugada.Como estímulo à aplicação nos estudos, o universitário para ingressar ou permanecer na residência , precisava ter bom aproveitamento escolar, sendo cancelada a matrícula daquele que não obtém promoção à série imediata.

A História das Residências Universitárias da UFBA

A instituição universidade teve origem na Idade Média com as corporações de estudantes, que reunidos contratavam professores para as aulas. A isso chamavam universitas e era um ensino com a pretensão de ser universal. Esses estudantes de origens diferentes reuniam-se em casas, conhecidas por nações, pois cada uma abrigava estudiosos oriundos de lugares diferentes. Um "conselho de nações" definia os rumos da universidade da época. No Brasil a universidade é uma algo nova e tem como característica a reunião de faculdades existentes.A mais antiga casa de estudantes do país, com 142 anos, está na Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP -. Sua criação deu-se pela necessidade de fixação dos alunos e professores no interior mineiro, na Escola de Minas de Ouro Preto, que tinha os cursos isolados da área de mineração, engenharia e geologia, liderada por Gorceix(1) . No entanto, só a partir do governo de Getúlio Vargas é institucionalizada a assistência estudantil. Com isso vem a determinação da criação das cidades universitárias para fixação de docentes e discentes nas recém - nascidas universidades brasileiras.
A UFBA, sexta instituição universitária do Brasil, nasce em 1946 neste clima. Edgard Santos, fundador e o primeiro reitor por quinze anos, dedicou - se à implementação dos cursos e infra-estrutura que hoje são base da Universidade Federal da Bahia. A Universidade da Bahia foi a junção das Faculdades de Medicina e suas escolas anexas de Odontologia e Farmácia, Escola Politécnica, Faculdades de Filosofia , de Direito e a de Ciências Econômicas. Essas Unidades eram espalhadas pela capital baiana e tinham caráter privado, recebendo subvenção do governo.
Entre as primeiras - e principais - obras da UFBA destacam-se as construções do Hospital Universitário, a Reitoria e a Escola de Enfermagem e a compra dos imóveis das duas primeiras residências universitárias.
A Escola de Enfermagem (1947) manteve por quase trinta anos um sistema de internato: as alunas da graduação e da pós-graduação mais as primeiras professoras moravam na própria escola.
Nos anos 50 criou-se o Departamento de Assistência ao Estudante - DAE que equivale hoje a Superintendência Estudantil. O Serviço Médico funcionava na Reitoria.
primeiro espaço de convivência universitária. O restaurante recebia autoridades acadêmicas, políticas e culturais, além de alunos, professores e servidores da UFBA. Foi palco também de movimentos políticos de grande importância, como a resistência à ditadura militar. No mesmo lugar havia torneios esportivos, um balneário, bailes, cinema, palestras e gabinete dentário. A Residência da Universitária, no Canela, foi inaugurada em 1956, e dividia a casa com a Escola de Dança.
Na década de 60, por pressão do movimento estudantil, a Casa do Estudante Estrangeiro, mantida pela UFBA no largo da Vitória, é transformada em residência universitária nos moldes das outras duas já existentes.
Em 1965 a Escola de Agronomia é incorporada à universidade e com ela vieram as casas e o restaurante para os estudantes, professores e funcionários naquela unidade na cidade de Cruz das Almas.
Em 1981 inaugurou-se o Restaurante Central, em Ondina, que foi construído para atender a reunião anual da SBPC -Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, num investimento em infra-estrutura em assistência não mais repetido no Brasil pelo Governo Federal. Bem maior que o da Vitória, mas foi fechado dez anos depois. O Restaurante da Vitória atende desde 1993 apenas aos residentes e bolsistas - alimentação.
A ditadura militar dissolveu a convivência entre os membros da academia. Através da Reforma Universitária implantou um sistema que ampliou o número de matrículas e limitou a ligação afetiva com a universidade. O sistema de créditos fragmentou o oferecimento de disciplinas em várias unidades e sem a manutenção de um fluxo acadêmico fixo, a sua grade curricular, dispersando os alunos pela instituição, sem lhes permitir a formação do sentido de identidade estudantil e solidariedade universitária.
Exceto a Escola de Enfermagem que fechou seu internato na década de 70, as outras casas de estudante da UFBA mantém-se após sucessivas crises de financiamento e gerenciamento. As residências estudantis da UFBA junto com o Restaurante Universitário da Vitória constituem o único espaço de convivência universitária da UFBA.
Neste ambiente formaram-se vários profissionais, pesquisadores e grande parte das gerações de professores da UFBA e de outras instituições. Os processos vivenciados entre esses sujeitos refletem não só concepções de universidade, mas o aprendizado constante possível não só nas salas da UFBa , mas em espaços e momentos alternativos.
Havia nesta época apenas 437 cursos universitários no Brasil, representando 44.097 alunos.A federalização da Universidade da Bahia, em 1950 , assegurou a esta orçamento ligado ao Governo Federal. A partir de então pode-se ampliar a universidade.A certeza do orçamento deflagrou um período de expansão durante a década de 50. Em 30 de maio deste ano é efetuada a compra do imóvel pertencente a Otávio Ariani Machado ( área da benfeitoria: 2160m2, área do terreno: 2125m2)(2) , na Avenida Araújo Pinho, 12, Canela. Ali, seis anos depois funcionariam a Casa da Universitária e a Escola de Dança.São adquiridos os imóveis pertencentes a Francisco Calmon Vilas - Boas, na Avenida sete de Setembro, 383 - Centro, onde vem a instalar-se a Residência do Universitário (09/07/1956) e a Fernando Menezes de Góes, na Praça Rodrigues Lima, 2 A Vitória ( 30/01/1959) onde, pôr esforço do movimento estudantil instala-se outra residência da Universidade.A assistência estudantil destaca-se no período entre 1951-55. Cria-se o Departamento de Assistência ao Estudante - DAE para organizar os serviços, médico, de alimentação,alojamento, odontológico e bolsas de estudo . Teve como primeiro diretor o professor Rubens Brasil e a sede ficava na Reitoria ( prédio inaugurado em 1952). Este órgão equivale hoje a Superintendência Estudantil.
Procura-se como medida observar as condições de precariedade ou não dos estudantes a fim de estimar-se quais os que se encontravam em situação de carência de auxílio para o prosseguimento de seus cursos.(UFBA; 1967; p.65)

(1)CARVALHO, José Murilo de. A escola de minas de Ouro preto- o peso da glória.Ed. Nacional. Rio de Janeiro,1978 .FINEP (2)Universidade Federal da Bahia, Prefeitura do Campus Universitário- 28.05.1996

Nelma Barbosa